Comex 4.0 e as tendências da tecnologia para o Comércio Exterior

Atualizado: Mai 28



O conceito 4.0 é uma referência à expressão Indústria 4.0, nomenclatura utilizada para se referir ao uso de mais tecnologia no trabalho, que figura como uma espécie de Quarta Revolução Industrial. O conceito foi utilizado pela primeira vez em 2012 por Siefried Dais e Henning Kagermann, em um grupo de estudos da Universidade Hannover Messe.


Quase 10 anos depois da primeira vez que o conceito foi abordado por pesquisadores, nota-se que estes estudos iniciais foram fundamentais para impulsionar o pensamento na tecnologia enquanto aliada no desenvolvimento nas mais variadas áreas do mercado, não se restringido apenas às Indústrias.


Falar sobre o Comércio Exterior 4.0 é dialogar diretamente com as propostas e tendências da tecnologia para este mercado, além de pensar no que pode ser feito para otimizar as operações fazem parte da rotina do Comex.


Desta forma, quando os processos de desembaraço aduaneiro, importação, exportação estão cada vez mais integrados à tecnologia, as vantagens são muitas. Dentre elas, a agilidade, aumento da produtividade e até mesmo a redução dos custos totais. Além disso, a revolução tecnológica permite também que o Comex alcance novos horizontes, fazendo com que mais pessoas estejam integradas a esta área.


Se você chegou aqui e quer saber mais sobre como funciona o Comex 4.0 de forma prática, fica com a gente que vamos te falar alguns pontos destas tendências para o mercado.


Por conta da pandemia da Covid-19, o modo de trabalho em todo o mundo sofreu alterações e no Comex não foi diferente. A digitalização dos processos entrou em maior evidência e isso possibilitou novas discussões de como acelerar ainda mais este processo. Aqui no Brasil, dados armazenados em nuvem já é bastante utilizado e facilita muito a rotina dos profissionais do Comércio Exterior.


A segunda fase de transformação do mercado através da tecnologia passa diretamente por sistemas como o Big Data e o Blockchain. São tendências mais recentes e demandam um tempo maior para a sua implantação. Países europeus já utilizam em larga escala as duas ferramentas de otimização e há uma previsão de que nos próximos anos ela chegue ao país com mais força.


Enquanto os sistemas mais avançados não chegam por aqui, é possível notar outras tendências já bem estruturadas na prática, como por exemplo, automatizar documentação, rastreio, envio, monitoramento e tributação de mercadorias. Aqui, empresas fazem o uso da inteligência artificial para conectar transportadoras e cargas.


Mas... E se tudo digitalizar, como fica o trabalho feito pelos humanos?


Esta é uma pergunta muito feita quando falamos do conceito 4.0. No entanto, não há para que se preocupar. A tecnologia ela surge sempre para agregar, nunca para excluir. O trabalho manual continua indispensável e importante em todas as partes do processo. Então, relaxe! Nenhum trabalho dispensa o outro. Eles apenas se unem, se transformam e se reinventam para proporcionar qualidades e benefícios. A tecnologia é nossa maior aliada.


Que tal nos aproximarmos mais dela?






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