Acordo entre EUA e União Europeia podem afetar negociações com o Mercosul


Os Estados Unidos e a União Europeia realizaram nesta quarta-feira (25) uma reunião, entre seus respectivos líderes, para negociar um acordo comercial, com objetivo de chegarem a “zero tarifa” nas importações entre essas potências.

Este acordo ameniza a tensão crescente no comércio transatlântico, conforme afirmaram os presidentes Donald Trump e Jean-Claude Juncker.

A negociação avançou muito bem, ficando acertado entre as partes:

· Promessa de eliminação das tarifas, barreiras comerciais, regulatórias e subsídios para bens industriais não-automobilísticos.

· Empenho em conjunto para reforma da OMC.

· Suspenção de novas tarifas durante as negociações, daí supõe-se que Trump não vai aplicar a tarifa de 25% obre automóveis e autopeças importadas, que tanto vem ameaçando impor para qualquer parte do mundo, e a UE era um dos seus principais alvos.

· Compromisso dos europeus de comprar mais soja e gás natural liquefeito dos EUA.

Por um lado, as medidas são muito boas para a economia global continuar crescendo, por outro lado pode ser prejudicial para o acordo entre Mercosul e União Europeia, que está sendo negociado a 20 anos e até agora estava bem avançada. Especialistas entendem que para a UE seria mais interessante focar no acordo com EUA e reduzir o ritmo da já lenta negociação com o Mercosul.

O Brasil ainda perderia espaço nas exportações de soja, carne, açúcar e suco de laranja para o bloco, pois os Estados Unidos é o maior concorrente nessas commodities.

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